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sábado, 19 de agosto de 2017

"Carrinhos no Apocalipse"


"Born of the Bomb"


"Física Esquerda"


"Virdade!!!"


"Música, maestro!"


"Hardpingo"

Fuck you, pingo doce!

"Pede ajuda..."


segunda-feira, 10 de julho de 2017

"Horse Killz"


"Mutante do séc.Banzai"


"Confirmo: Trabalhar faz kalos"

 As pessoas andam preocupadas. O progresso ameaça milhões de postos de trabalho. E as pessoas andam preocupadas. Não sei porquê...
 A cada minuto que passa, um novo robot ou um drone é posto cá fora por uma empresa sem escrúpulos (e se os tiver são comprados, nem contam).
 As pessoas entram em modo MEDO. Não sei porquê...
 Eu cá não tenho esse medo. Quero lá eu saber que os judeus ponham um robot a fazer o meu trabalho. Ou um drone. É a máquina a bulir e eu a beber um caprisone...
 Se eu não ganhar ao fim do mês, que se foda. Embora agora a caneca seja a um e vinte na tasca central, eu não vou  entrar em modo MEDO, só porque o capitalismo (os judeus), resolveu (resolveram) apertar o cerco. Não. Nada disso.
 "- Ah, e tal, tens um filho pa criar,não podes dizer isso!"
 Mas digo. E posso dizê-lo. O Cananau também não é puto das elites, aguenta-se bem á jarda sem cheta, por isso...Que se foda.Que se fodam. Drones, robots...
 Uma coisa vos garanto: não vou vestir nenhum exo-esqueleto só para dizer que consigo agarrar numa palete valente e pô-la a braços dentro dum camião telecomandado da UBER, ou do raio que o parta.
 Somos escravos boçais. Eu também sou, e a única diferença entre mim e vocês quase todos, é que eu sei bem que o sou. Vocês não. Pensam que são livres. 
 Eu se fosse realmente livre, a esta hora estava em Trutnov, mais o Brokas no meio do mosh. Claro que o Brokas também tinha que ser livre, mas acho que ele não ia ter problemas com isso...O Cananau também ia connosco.
 Como dizia o outro: "Trabalhar e morrer, quando nunca, melhor!"
 A não ser que um gajo esteja zombie. Frase feita, eu sei, mas pelo menos fui eu que a fiz.
 Qualquer dia aparece aí uma banda de robots (ou drones) a tocar aquela linda música daquela banda inglesa que supostamente é a mais punk do mundo (o Gordo é que disse):
 "- Work for NEVER!!!"
 
Fmi"

sexta-feira, 16 de junho de 2017

"Assalto e bateria" - conto


 Estava eu em casa a trabalhar na reprogramação do meu adn a fim de me transformar num super-herói, quando alguém tocou á campaínha. Eras duas jovens que me perguntaram se  dispunha de alguns minutos para falar sobre "death-metal". Disse que não, que não era o momento ideal. Elas insistiram. Recorrendo da generosa borrachália que possuíam, as quais estes olhos que um dia o crematório há-de arder não conseguiam parar de sondar, tentaram seduzir-me. E a verdade é que foram bem sucedidas. Já mal conseguia resistir a aplicar-lhes um valente mosh erótico!
 Expliquei-lhes que para além do momento não ser o ideal (visto estar prestes a fazer história), eu nem sequer gostava daquele género musical, nunca gostei, nem nos saudosos tempos das rádios pirata, em que cheguei a ganhar cassetes...enfim, nada tinha a ver eu com essa religião. Disse-lhes que o único tipo de música que ouvia era a clássica, mas só quando estava bem disposto, ou seja, quase nunca. Elas riram-se.
 Ás tantas, já uma delas mostrava-me a tatuagem que tinha no ombro enquanto a outra já me segurava a mãozinha e segredava-me coisas bonitas sobre o apocalipse, e eu já não aguentei mais...Comecei a puxá-las para dentro de casa e aí é que foi o caraças!
 Mudaram imediatamente de atitude, e aplicaram-me um golpe nas partes fundamentais, o que me causou uma agonizante dor extrema e me deixou numa posição submissa que elas logo aproveitaram para desferir uns valentes carolos na tola. Fiquei prostrado no chão, e elas abandonaram o local ás gargalhadas.
 Após recuperar daquele assalto e bateria, fechei a porta e reflecti um pouco sobre o que acabara de me acontecer. Resolvi cagar pó assunto, fui buscar uma cerveja e acendi um cigarro. Liguei a aparelhagem e escolhi o meu CD preferido de Six Feet Under. Sentei-me no sofá a abanar a carola para cima, para baixo, para cima, para baixo.
 
Fmi

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mais um pequeno conto:

 "O enigma da Calhandriz"

Passava eu a ponte 25 de abril com a minha mulher, ao volante do meu trabi, em direcção a Lisboa, quando aquilo aconteceu. Uma linda  manhã de Primavera, a minha mulher até trazia três ou quatro mijonas a enfeitar o cabelo (parecia ela que ia para S.Francisco), e o céu estava mais que limpo.
 De repente, um bando de calhandras-drone atacou um carro vermelho com matricula paquistanesa que circulava uns metros á nossa frente. Um verdadeiro ataque suicida, pois cada calhandra explodia logo após embater no veículo, deixando-o em chamas e envolto numa enorme nuvem de fumo preto.
 Eu digo-vos que eram drones, e tenho a certeza do que vos digo, pois eu sou um ornitólogo amador mas experiente, e sei que é impossível observar aquele padrão de voo tão agressivo num pássaro como a calhandra, tanto menos explodirem ao embater em algo. Eram, indiscutivelmente, drones.

 Deduzia eu que estava perante uma espécie de atentado, e já alguns motoristas tentavam , em vão, apagar as chamas com a ajuda de pequenos extintores, quando uma enorme calhandra-drone de metal saltou do fogo! Elevou-se algumas dezenas de metros no ar, parou por alguns momentos, e de seguida voou velozmente em direcção ao céu, qual fénix renascida das cinzas.
 Todos os que estavam naquela ponte ficaram incrédulos a olhar para o céu! Quando deixamos de ver aquele estranho pássaro, a única coisa que restou foi um brilho intenso, que se extinguiu rapidamente. 

Este foi o acontecimento mais estranho que alguma vez observei, o que ainda piorou após a minha mulher me informar do localidade para onde nos deslocávamos: Calhandriz, ali pós lados de Bucelas...

 Fmi

sexta-feira, 26 de maio de 2017

"Que sa foda o Telejornal"

 "Que sa foda o Telejornal"

Quando um gajo começa a pensar bué no apocalipse, tá tudo engatado.
 A mim aconteceu á relativamente pouco tempo. Quero dizer, a mim não, ao meu amigo imaginário.Que sou eu, mesmo no fim do cabo...
 No entanto, paris estava a arder. Não literalmente, mas de uma forma tão subtil, que era possível fornecer aquecimento gratuito a centenas de pessoas. Ou animais. Ou robots do tipo WHATEVER.
 Foram os jardineiros que encontraram aquilo que várias gerações procuravam, não há séculos, como se pode logo facilmente imaginar, mas ao mesmo tempo, visto existirem dados que não haviam ainda sido propriamente analisados duma maneira mais brutal, dados esses que podem comprometer a coisa.
 De repente, pumba, pensei outra vez no apocalipse. Mas desta vez, de uma maneira muito mais convencional:
 "- Uma bola de fogo, a caír do céu...e que sa foda o Telejornal!"
Fmi

 Texto escrito ontem á noite, antes de ir pá caminha, após ter regressado duma stonalhada no videocoffee da Katrina, usando o tradicional método da escrita automática.