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sábado, 4 de junho de 2016
"Sapo dos Montes" - Brain Estorving 1
O sapo dos montes era um pequeno ser mágico que vivia perdido na planície do Além. Além-mar, Além-terra, tanto faz, desde que se senti-se bem. E sentia-se.Não gostava de jantar e tinha a cabeça redondinha, como uma pinha de amaranho. Arrumava-se ao cutelo, num cantinho próprio que os deuses do limbo lhe construíram na madrugada da Existência. Nã era mundano e sentia-se pleno, mesmo quando era cirurgicamente enxovalhado. Sempre a seu lado, numa mesa de operações, um divertido coração "coquette" ria-se desenvergonhadamente. Ás vezes pedia-lhe incenso, mas este quase sempre lhe dava mirra, e quando isso acontecia, era uma festa, uma valente farra que se estendia até ao Pantanal. Aí, uma porca torcia o rabo de um babuíno, e através dos lancinantes gritos de dor e com a ajuda de um telefone analógico, o sapo dos montes conseguia facilmente abrir as portas da percepção, havendo apenas como testemunha, um guarda-livros que trabalhava no Palácio Máximo das Virtudes, em Sta.Iria da Azóia. Para fechá-las era o cabo dos trabalhos...
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