Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta escrita. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta escrita. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de maio de 2026

"Cogumelo Psicodélico"

 

 "Chimbóia de Pernambuco,
   Estóia de Miraflores
   Cogumelo Psicodélico,
   Vejo mais de mil cores

   O andar todo torcido
   Como se estivesses na corda-bamba
   Cogumelo Psicodélico,
   Chama na Cachamba!

    O cérebro Arde
    Com o fogo do Universo
    Cogumelo Psicodélico,
    Vai lá comprar esse Ingresso!"

    

quarta-feira, 27 de março de 2024

"Dark Potências" - Poema

 


 "Dark potências
  Não me incomodam...
  Dark potências nem sequer me assistem
  Bem as vejo ao longe,
  Mas elas logo desistem
  
  Vi um Taurus a voar,
  Aposto que será uma ponte (s)
  Que irá pelo ar...
  Mas Dark potências
  Não me incomodam...

  Dark potências 
  Não me assistem...
  Podem eles vir com o medo que quiserem
  Pois eu e mais uns quantos
  Somos os que nunca desistem"

  07/03/2024

domingo, 23 de outubro de 2022

"A Gosma "- pequeno exercício de escrita criativa


 Já era noite

 Estávamos de rastos, completamente esgotados. 

De repente alguém reparou:

 - Foda-se, o alguidar está vazio!

 Antunes referia-se ao recepiente onde tínhamos deixado o último pedaço de gosma

contra quem tínhamos estado a lutar.

-Procurem-na! - gritou com os olhos completamente esbugalhados, emanando um alto terror.

Valéria agarrou com toda a força a enxada, preparada para estraçalhar aquela nojenta beca de 

criatura feita em laboratório.

 Eu tinha a minha "six shooter" do tempo dos "cow-boys" e uma sacola cheia de balas. O Antunes 

 tinha uma fisga de caça, toda moderna, que disparava esferas de aço de 6 mm, as quais tinha também 

bastantes.

 Aquele bocado de gosma verde tinha ficado no mesmo compartimento que nós, resultado do "fight"

 que tínhamos tido há pouco com a criatura, para que esta não conseguisse entrar. Não pensámos que 

 pudesse mutar, por isso atirámo-lo para dentro daquele alguidar 

Ouvimos um barulho.

 A puta descia pela parede, e eu, a arfar, apontei a pistola e preguei-lhe duas ameixas, mas começou a 

 rabinar e a aumentar de tamanho, parecia uma mama gigante, verde e viscosa e com dentes de titânio,

 que foram prontamente "tratados" pela enxada de Valéria. Ainda a Gosma tava a ganir, já o Antunes   

 tinha enfiado cinco ou seis projécteis pelo que aparentava ser o centro de comando do bicho, por nós 

 vulgarmente conhecido por "cérebro".

 Não serviu de nada, morremos todos.

 Se tivéssemos um lança-chamas, tínhamos nos safado!

 A última coisa que me lembro foi de pensar, enquanto me esvanecia pelo éter afora, que nem se o       

que me tinha acabado de acontecer fora real, ou se apenas fora uma das minhas ideias para fazer uma   

banda-desenhada que eu tanto queria que alcançasse um sucesso tal que me permitisse dar uns 

autógrafos valentes no festival de banda-desenhada da Amadora....

terça-feira, 30 de abril de 2019

"De Fátima a Compostela"

 Ontem tive a pensar
 Deu-me uma travadinha
 Tive a triste ideia
  D'ir a pé á Fátinha

 Andei a pé uma beca
 Mas logo mudei de ideias
 Agora irei até Meca
 Vou só a casa mudar de meias

 Só que tive um problema
 Não me deram o passaporte
 Bem sabem que não é o meu lema
 Mas tive que dar o corte...

 A religião é uma cena 
 Pá qual eu me bem me cago
 Mas, foda-se, eu quero peregrinar
 Agora vou descalço a Santiago!!!

Fmi

segunda-feira, 18 de março de 2019

"O Anti-corrosivo"


        "O Anti-corrosivo"

 Certamente que qualquer um de vós já se deparou com a seguinte situação:
  Uma pessoa chega a casa, entra, e depara-se com um elefante sentado no meio da sala de estar. Na cozinha está o tratador do animal, de kalashnikov ás costas,frigorifico aberto, calmamente a fazer um batido de frutas, com uma descontração tipica de um revolucionário sul-americano, convertido ao veganismo.
 A tua primeira reacção, normalíssima: correr para o quarto, direitinho ao sitio onde guardas a tua arma (que seja um revolver, pois são mais fiáveis, nunca encravam). Mas ao abrir a porta, deparas-te com um cenário bem diferente, mas igualmente perturbador, pois em vez do teu acolhedor quarto, este é agora uma paragem de autocarros, com três pessoas á espera, e uma delas pergunta-te a que horas passa o 28 para o Cais do Sodré...
 Voltas para trás, apenas para encontrares a casa completamente vazia e com uma cor alaranjada, muito intensa, que rapidamente apercebes-te ser, ao olhar para a janela, o clarão duma explosão nuclear, com um enorme cogumelo de fumo e fogo a subir os céus! É então que corres para a porta, sais para a rua, mas és bloqueado por um troll em cima de um edredom mágico, a deitar fumos psicadélicos pelas orelhas.
 É nesta altura que o teu cérebro começa a questionar se estás num estranho sonho, ou que o LSD nos anos 90 não era assim de tão má qualidade, ou até ainda se foste alvo de alguma arma psicotrónica de última geração! 
 Por fim, dás por ti deitado no sofá, com as chaves de casa na mão e uma terrível dor de cabeça. 
  A mim, neste ponto, veio-me á lembradura que antes de saír do trabalho, tinha emborcado meio litro de um frasco de anti-corrosivo que vendo lá, a oito euros o litro...

                                                  Fmi 

sexta-feira, 26 de maio de 2017

"Que sa foda o Telejornal"

 "Que sa foda o Telejornal"

Quando um gajo começa a pensar bué no apocalipse, tá tudo engatado.
 A mim aconteceu á relativamente pouco tempo. Quero dizer, a mim não, ao meu amigo imaginário.Que sou eu, mesmo no fim do cabo...
 No entanto, paris estava a arder. Não literalmente, mas de uma forma tão subtil, que era possível fornecer aquecimento gratuito a centenas de pessoas. Ou animais. Ou robots do tipo WHATEVER.
 Foram os jardineiros que encontraram aquilo que várias gerações procuravam, não há séculos, como se pode logo facilmente imaginar, mas ao mesmo tempo, visto existirem dados que não haviam ainda sido propriamente analisados duma maneira mais brutal, dados esses que podem comprometer a coisa.
 De repente, pumba, pensei outra vez no apocalipse. Mas desta vez, de uma maneira muito mais convencional:
 "- Uma bola de fogo, a caír do céu...e que sa foda o Telejornal!"
Fmi

 Texto escrito ontem á noite, antes de ir pá caminha, após ter regressado duma stonalhada no videocoffee da Katrina, usando o tradicional método da escrita automática.

terça-feira, 5 de julho de 2016

"Auto-Esbardel: Esbardalhanço automóvel (conto)

(este pequeno conto é dedicado ao meu puxo, que é um puto...bué da fixe!)
Uma enorme pilha de carros, tudo ao molho uns por cima dos outros, com óleozinho a verter.. Retrovisores pelo chão, a alguns metros de distância, faziam já adivinhar o que encontrariamos a seguir.
 

Se fores mecânico é melhor não leres isto, pois o que irei descrever certamente não é para estomâgos leves...

Aquele asfalto estava feito num oito. Uma carrinha espalmada á beira da estrada, branquinha, tinha pintado a spray preto os seguintes dizeres:
"-Mad Max Mijou Aqui!". No chão, um xis marcava o lugar.
Garrafas de nitro vazias jaziam pelo chão e pelo ar, um bafo intenso a gasolina ofendia-nos as narinas. Nas bermas, enormes placares com o símbolo da Ferrari a arder, assombravam ainda mais o local. Uma pick-up ceguinha pedia que lhe dessem moedinhas para comprar combustível. O cadáver de uma limusina era rebocado por um veículo eléctrico não identificado. Pequenos carrinhos orientais deitavam ranho pelos faróis. Radiadores e cambotas batiam-se contra manetes de mudanças e bielas ferrugentas. Buzinas entregavam-se de mão beijada aos braços de decrépitos alternadores avariados. Facilmente poderíamos escorregar naquele chão besuntado de lubrificante barato e marrar cús cornos num Corvette dos anos 60. Havia ali muito carro, mas nenhum carro conceito (esse era um tipo de carro que passava sempre uma boa vida).
Era tempo de mudanças. Primeira, segunda, terceira, quarta e quinta, era sempre a abrir! Um capacete de piloto de Formula 1 mijava nervosamente contra um pneu sobresselente de uma velha roulotte de luxo. Repentinamente, um gato cinzento saltou de dentro de um carocha pelo buraco do tejadilho e largou um agudo miau que acabou por estalar o vidro do porta-bagagens de um Mini Morris que outrora pertencera ao Mr.Bean. Um grupo de fordes fiesta e renaultes clio,bêbados, faziam enorme estradalhaço a discutir enquanto mamavam anti-congelante estragado.
O cenário era tão automobilisticamente dantesco que tive de fugir dali para fora. Procurei refúgio, e encontrei-o numa oficina abandonada.
Fmi

terça-feira, 28 de junho de 2016

"Arménio da Giribita" - conto


 Tava tudo em alvoroço nos Casais da Giribita. Arménio tinha lançado a polémica: ia atravessar a nado o Ribeiro de Alpalhoa, conhecido pelos fortes rápidos e águas gélidas.
 - Vou mergulhar junto ao local onde encalhou o iate do Cristiano Ronaldo. Vai ser uma grande festa, com a banda de Bucelas a tocar a 5ª Sinfonia de Beethoven e tudo! - anunciou em praça pública.
 Arménio mal sabia nadar, mas quando punha uma coisa na cabeça era para levar até ao fim. Começou a treinar no tanque da horta dos seus pais, já ia para 6 meses. Treinos duros, chegando ao ponto de calçar umas luvas e umas meias de lã grossa e fechar-se dentro da arca congeladora durante largos minutos.
 A sua namorada (já desde os tempos da escola), Maria Sarrafo, apoiava-o sempre nestas iniciativas, mesmo sabendo que ele era maluco. Esta vez não seria excepção.  Como queria executar o feito durante o mẽs de Agosto (estávamos em Junho), altura em que a sua terrinha estaria pejada de imigrantes que ali estariam de férias, foi a Lisboa comprar uns calções especiais, feitos duma malha sintéctica que imitava a pele de tubarão, e também para se aconselhar junto de alguns atletas profissionais do Algés & Dafundo.
 De regresso aos Casais da Giribita, o autocarro no qual viajava teve um aparatoso acidente: chocou a mais de 100 km/h com a carrinha do canil municipal, carregada com canitos vadios que tinham sido apanhados nas redondezas durante os últimos dias. Não houve mortes, apenas alguns feridos ligeiros, tendo os pobres cães levado a melhor, pois inesperada embora violentamente, tinham reconquistado a sua tão preciosa liberdade.
 Ora no meio da atordoada matilha que se punha em fuga, quem é que o Arménio viu? O Putchi! O podengo que houvera desaparecido de sua casa há muito tempo, que era o seu mais querido animal de estimação (tinha vários, incluindo uma cabra albanesa das montanhas) e que pensava ter perdido para sempre.
   Este acaso da "Estranha Providência" alterou todo o panorama psicológico-mental do nosso amigo. Foi imediatamente falar com o presidente da junta de freguesia a dizer que ia desistir da travessia do ribeiro, pois a sua vida iniciava agora um novo ciclo. Pediu imensas desculpas, e assim deu por terminada a sua vontade de realizar um dos maiores feitos que aquela terra já houvera aspirado.
 Tinha agora um novo e único objectivo em mente:
 Iria a Fátima, não a pé, mas de quatro, como o seu fiel amigo que o acompanharia..

 Fmi

sábado, 4 de junho de 2016

"Sapo dos Montes" - Brain Estorving 1

O sapo dos montes era um pequeno ser mágico que vivia perdido na planície do Além. Além-mar, Além-terra, tanto faz, desde que se senti-se bem. E sentia-se.Não gostava de jantar e tinha a cabeça redondinha, como uma pinha de amaranho. Arrumava-se ao cutelo, num cantinho próprio que os deuses do limbo lhe construíram na madrugada da Existência. Nã era mundano e sentia-se pleno, mesmo quando era cirurgicamente  enxovalhado. Sempre a seu lado, numa mesa de operações, um divertido coração "coquette" ria-se desenvergonhadamente. Ás vezes pedia-lhe incenso, mas este quase sempre lhe dava mirra, e quando isso acontecia, era uma festa, uma valente farra que se estendia até ao Pantanal. Aí, uma porca torcia o rabo de um babuíno, e através dos lancinantes gritos de dor e com a ajuda de um telefone analógico, o sapo dos montes conseguia facilmente abrir as portas da percepção, havendo apenas como testemunha, um guarda-livros que trabalhava no Palácio Máximo das Virtudes, em Sta.Iria da Azóia. Para fechá-las era o cabo dos trabalhos...

Fmi