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quinta-feira, 7 de maio de 2026
"Cogumelo Psicodélico"
terça-feira, 25 de março de 2025
quarta-feira, 27 de março de 2024
"Dark Potências" - Poema
domingo, 23 de outubro de 2022
"A Gosma "- pequeno exercício de escrita criativa
Já era noite
Estávamos de rastos, completamente esgotados.
De repente alguém reparou:
- Foda-se, o alguidar está vazio!
Antunes referia-se ao recepiente onde tínhamos deixado o último pedaço de gosma
contra quem tínhamos estado a lutar.
-Procurem-na! - gritou com os olhos completamente esbugalhados, emanando um alto terror.
Valéria agarrou com toda a força a enxada, preparada para estraçalhar aquela nojenta beca de
criatura feita em laboratório.
Eu tinha a minha "six shooter" do tempo dos "cow-boys" e uma sacola cheia de balas. O Antunes
tinha uma fisga de caça, toda moderna, que disparava esferas de aço de 6 mm, as quais tinha também
bastantes.
Aquele bocado de gosma verde tinha ficado no mesmo compartimento que nós, resultado do "fight"
que tínhamos tido há pouco com a criatura, para que esta não conseguisse entrar. Não pensámos que
pudesse mutar, por isso atirámo-lo para dentro daquele alguidar
Ouvimos um barulho.
A puta descia pela parede, e eu, a arfar, apontei a pistola e preguei-lhe duas ameixas, mas começou a
rabinar e a aumentar de tamanho, parecia uma mama gigante, verde e viscosa e com dentes de titânio,
que foram prontamente "tratados" pela enxada de Valéria. Ainda a Gosma tava a ganir, já o Antunes
tinha enfiado cinco ou seis projécteis pelo que aparentava ser o centro de comando do bicho, por nós
vulgarmente conhecido por "cérebro".
Não serviu de nada, morremos todos.
Se tivéssemos um lança-chamas, tínhamos nos safado!
A última coisa que me lembro foi de pensar, enquanto me esvanecia pelo éter afora, que nem se o
que me tinha acabado de acontecer fora real, ou se apenas fora uma das minhas ideias para fazer uma
banda-desenhada que eu tanto queria que alcançasse um sucesso tal que me permitisse dar uns
autógrafos valentes no festival de banda-desenhada da Amadora....
terça-feira, 30 de abril de 2019
"De Fátima a Compostela"
segunda-feira, 18 de março de 2019
"O Anti-corrosivo"
sexta-feira, 26 de maio de 2017
"Que sa foda o Telejornal"
terça-feira, 5 de julho de 2016
"Auto-Esbardel: Esbardalhanço automóvel (conto)
Uma enorme pilha de carros, tudo ao molho uns por cima dos outros, com óleozinho a verter.. Retrovisores pelo chão, a alguns metros de distância, faziam já adivinhar o que encontrariamos a seguir.
Se fores mecânico é melhor não leres isto, pois o que irei descrever certamente não é para estomâgos leves...
Aquele asfalto estava feito num oito. Uma carrinha espalmada á beira da estrada, branquinha, tinha pintado a spray preto os seguintes dizeres:
"-Mad Max Mijou Aqui!". No chão, um xis marcava o lugar.
Garrafas de nitro vazias jaziam pelo chão e pelo ar, um bafo intenso a gasolina ofendia-nos as narinas. Nas bermas, enormes placares com o símbolo da Ferrari a arder, assombravam ainda mais o local. Uma pick-up ceguinha pedia que lhe dessem moedinhas para comprar combustível. O cadáver de uma limusina era rebocado por um veículo eléctrico não identificado. Pequenos carrinhos orientais deitavam ranho pelos faróis. Radiadores e cambotas batiam-se contra manetes de mudanças e bielas ferrugentas. Buzinas entregavam-se de mão beijada aos braços de decrépitos alternadores avariados. Facilmente poderíamos escorregar naquele chão besuntado de lubrificante barato e marrar cús cornos num Corvette dos anos 60. Havia ali muito carro, mas nenhum carro conceito (esse era um tipo de carro que passava sempre uma boa vida).
Era tempo de mudanças. Primeira, segunda, terceira, quarta e quinta, era sempre a abrir! Um capacete de piloto de Formula 1 mijava nervosamente contra um pneu sobresselente de uma velha roulotte de luxo. Repentinamente, um gato cinzento saltou de dentro de um carocha pelo buraco do tejadilho e largou um agudo miau que acabou por estalar o vidro do porta-bagagens de um Mini Morris que outrora pertencera ao Mr.Bean. Um grupo de fordes fiesta e renaultes clio,bêbados, faziam enorme estradalhaço a discutir enquanto mamavam anti-congelante estragado.
O cenário era tão automobilisticamente dantesco que tive de fugir dali para fora. Procurei refúgio, e encontrei-o numa oficina abandonada.
Fmi
terça-feira, 28 de junho de 2016
"Arménio da Giribita" - conto
A sua namorada (já desde os tempos da escola), Maria Sarrafo, apoiava-o sempre nestas iniciativas, mesmo sabendo que ele era maluco. Esta vez não seria excepção. Como queria executar o feito durante o mẽs de Agosto (estávamos em Junho), altura em que a sua terrinha estaria pejada de imigrantes que ali estariam de férias, foi a Lisboa comprar uns calções especiais, feitos duma malha sintéctica que imitava a pele de tubarão, e também para se aconselhar junto de alguns atletas profissionais do Algés & Dafundo.
De regresso aos Casais da Giribita, o autocarro no qual viajava teve um aparatoso acidente: chocou a mais de 100 km/h com a carrinha do canil municipal, carregada com canitos vadios que tinham sido apanhados nas redondezas durante os últimos dias. Não houve mortes, apenas alguns feridos ligeiros, tendo os pobres cães levado a melhor, pois inesperada embora violentamente, tinham reconquistado a sua tão preciosa liberdade.
Ora no meio da atordoada matilha que se punha em fuga, quem é que o Arménio viu? O Putchi! O podengo que houvera desaparecido de sua casa há muito tempo, que era o seu mais querido animal de estimação (tinha vários, incluindo uma cabra albanesa das montanhas) e que pensava ter perdido para sempre.
Este acaso da "Estranha Providência" alterou todo o panorama psicológico-mental do nosso amigo. Foi imediatamente falar com o presidente da junta de freguesia a dizer que ia desistir da travessia do ribeiro, pois a sua vida iniciava agora um novo ciclo. Pediu imensas desculpas, e assim deu por terminada a sua vontade de realizar um dos maiores feitos que aquela terra já houvera aspirado.
Tinha agora um novo e único objectivo em mente:
Iria a Fátima, não a pé, mas de quatro, como o seu fiel amigo que o acompanharia..
Fmi
sábado, 4 de junho de 2016
"Sapo dos Montes" - Brain Estorving 1
Fmi
