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quarta-feira, 27 de novembro de 2024

"Bonsai!" (nunca o digas...)

 "Nunca digas Bonsai!
   (principalmente se tiveres terrenos com
      árvores de grande porte)

 "Regresso ao Futuro?
   Pra mim foi duro!
   ...lá eu sabia que ao viajar no tempo 
      ia marrar cús cornos num muro"

 

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

quarta-feira, 27 de março de 2024

"Dark Potências" - Poema

 


 "Dark potências
  Não me incomodam...
  Dark potências nem sequer me assistem
  Bem as vejo ao longe,
  Mas elas logo desistem
  
  Vi um Taurus a voar,
  Aposto que será uma ponte (s)
  Que irá pelo ar...
  Mas Dark potências
  Não me incomodam...

  Dark potências 
  Não me assistem...
  Podem eles vir com o medo que quiserem
  Pois eu e mais uns quantos
  Somos os que nunca desistem"

  07/03/2024

domingo, 23 de outubro de 2022

"A Gosma "- pequeno exercício de escrita criativa


 Já era noite

 Estávamos de rastos, completamente esgotados. 

De repente alguém reparou:

 - Foda-se, o alguidar está vazio!

 Antunes referia-se ao recepiente onde tínhamos deixado o último pedaço de gosma

contra quem tínhamos estado a lutar.

-Procurem-na! - gritou com os olhos completamente esbugalhados, emanando um alto terror.

Valéria agarrou com toda a força a enxada, preparada para estraçalhar aquela nojenta beca de 

criatura feita em laboratório.

 Eu tinha a minha "six shooter" do tempo dos "cow-boys" e uma sacola cheia de balas. O Antunes 

 tinha uma fisga de caça, toda moderna, que disparava esferas de aço de 6 mm, as quais tinha também 

bastantes.

 Aquele bocado de gosma verde tinha ficado no mesmo compartimento que nós, resultado do "fight"

 que tínhamos tido há pouco com a criatura, para que esta não conseguisse entrar. Não pensámos que 

 pudesse mutar, por isso atirámo-lo para dentro daquele alguidar 

Ouvimos um barulho.

 A puta descia pela parede, e eu, a arfar, apontei a pistola e preguei-lhe duas ameixas, mas começou a 

 rabinar e a aumentar de tamanho, parecia uma mama gigante, verde e viscosa e com dentes de titânio,

 que foram prontamente "tratados" pela enxada de Valéria. Ainda a Gosma tava a ganir, já o Antunes   

 tinha enfiado cinco ou seis projécteis pelo que aparentava ser o centro de comando do bicho, por nós 

 vulgarmente conhecido por "cérebro".

 Não serviu de nada, morremos todos.

 Se tivéssemos um lança-chamas, tínhamos nos safado!

 A última coisa que me lembro foi de pensar, enquanto me esvanecia pelo éter afora, que nem se o       

que me tinha acabado de acontecer fora real, ou se apenas fora uma das minhas ideias para fazer uma   

banda-desenhada que eu tanto queria que alcançasse um sucesso tal que me permitisse dar uns 

autógrafos valentes no festival de banda-desenhada da Amadora....

terça-feira, 30 de abril de 2019

"De Fátima a Compostela"

 Ontem tive a pensar
 Deu-me uma travadinha
 Tive a triste ideia
  D'ir a pé á Fátinha

 Andei a pé uma beca
 Mas logo mudei de ideias
 Agora irei até Meca
 Vou só a casa mudar de meias

 Só que tive um problema
 Não me deram o passaporte
 Bem sabem que não é o meu lema
 Mas tive que dar o corte...

 A religião é uma cena 
 Pá qual eu me bem me cago
 Mas, foda-se, eu quero peregrinar
 Agora vou descalço a Santiago!!!

Fmi

segunda-feira, 18 de março de 2019

"O Anti-corrosivo"


        "O Anti-corrosivo"

 Certamente que qualquer um de vós já se deparou com a seguinte situação:
  Uma pessoa chega a casa, entra, e depara-se com um elefante sentado no meio da sala de estar. Na cozinha está o tratador do animal, de kalashnikov ás costas,frigorifico aberto, calmamente a fazer um batido de frutas, com uma descontração tipica de um revolucionário sul-americano, convertido ao veganismo.
 A tua primeira reacção, normalíssima: correr para o quarto, direitinho ao sitio onde guardas a tua arma (que seja um revolver, pois são mais fiáveis, nunca encravam). Mas ao abrir a porta, deparas-te com um cenário bem diferente, mas igualmente perturbador, pois em vez do teu acolhedor quarto, este é agora uma paragem de autocarros, com três pessoas á espera, e uma delas pergunta-te a que horas passa o 28 para o Cais do Sodré...
 Voltas para trás, apenas para encontrares a casa completamente vazia e com uma cor alaranjada, muito intensa, que rapidamente apercebes-te ser, ao olhar para a janela, o clarão duma explosão nuclear, com um enorme cogumelo de fumo e fogo a subir os céus! É então que corres para a porta, sais para a rua, mas és bloqueado por um troll em cima de um edredom mágico, a deitar fumos psicadélicos pelas orelhas.
 É nesta altura que o teu cérebro começa a questionar se estás num estranho sonho, ou que o LSD nos anos 90 não era assim de tão má qualidade, ou até ainda se foste alvo de alguma arma psicotrónica de última geração! 
 Por fim, dás por ti deitado no sofá, com as chaves de casa na mão e uma terrível dor de cabeça. 
  A mim, neste ponto, veio-me á lembradura que antes de saír do trabalho, tinha emborcado meio litro de um frasco de anti-corrosivo que vendo lá, a oito euros o litro...

                                                  Fmi 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

"Judas ass"

The ass of Judas
 Is in the cornflake
 Is in the milkshake
 The ass of Judas 
 Is a goddamn Earthquake!
 
 Fmi

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

"Anfiteatro"

Nós gostamos de pensar
Que sim,
Mas não
Não fomos nós que matámos
O Che Guevara
Nem torturámos
O Xanana Gusmão...
Mas uma coisa te garanto:
Se és facho,
Sangrarás no anfiteatro.

Fmi


domingo, 16 de julho de 2017

"Miasma dos 0,15"

Reboca, estoca, pintoca
É o miasma dos 0,15
O mesmo miasma de sempre
Reboca, estoca, pintoca
O trabalho não vem contigo do ventre

 Fmi

segunda-feira, 10 de julho de 2017

"Confirmo: Trabalhar faz kalos"

 As pessoas andam preocupadas. O progresso ameaça milhões de postos de trabalho. E as pessoas andam preocupadas. Não sei porquê...
 A cada minuto que passa, um novo robot ou um drone é posto cá fora por uma empresa sem escrúpulos (e se os tiver são comprados, nem contam).
 As pessoas entram em modo MEDO. Não sei porquê...
 Eu cá não tenho esse medo. Quero lá eu saber que os judeus ponham um robot a fazer o meu trabalho. Ou um drone. É a máquina a bulir e eu a beber um caprisone...
 Se eu não ganhar ao fim do mês, que se foda. Embora agora a caneca seja a um e vinte na tasca central, eu não vou  entrar em modo MEDO, só porque o capitalismo (os judeus), resolveu (resolveram) apertar o cerco. Não. Nada disso.
 "- Ah, e tal, tens um filho pa criar,não podes dizer isso!"
 Mas digo. E posso dizê-lo. O Cananau também não é puto das elites, aguenta-se bem á jarda sem cheta, por isso...Que se foda.Que se fodam. Drones, robots...
 Uma coisa vos garanto: não vou vestir nenhum exo-esqueleto só para dizer que consigo agarrar numa palete valente e pô-la a braços dentro dum camião telecomandado da UBER, ou do raio que o parta.
 Somos escravos boçais. Eu também sou, e a única diferença entre mim e vocês quase todos, é que eu sei bem que o sou. Vocês não. Pensam que são livres. 
 Eu se fosse realmente livre, a esta hora estava em Trutnov, mais o Brokas no meio do mosh. Claro que o Brokas também tinha que ser livre, mas acho que ele não ia ter problemas com isso...O Cananau também ia connosco.
 Como dizia o outro: "Trabalhar e morrer, quando nunca, melhor!"
 A não ser que um gajo esteja zombie. Frase feita, eu sei, mas pelo menos fui eu que a fiz.
 Qualquer dia aparece aí uma banda de robots (ou drones) a tocar aquela linda música daquela banda inglesa que supostamente é a mais punk do mundo (o Gordo é que disse):
 "- Work for NEVER!!!"
 
Fmi"

sexta-feira, 16 de junho de 2017

"Assalto e bateria" - conto


 Estava eu em casa a trabalhar na reprogramação do meu adn a fim de me transformar num super-herói, quando alguém tocou á campaínha. Eras duas jovens que me perguntaram se  dispunha de alguns minutos para falar sobre "death-metal". Disse que não, que não era o momento ideal. Elas insistiram. Recorrendo da generosa borrachália que possuíam, as quais estes olhos que um dia o crematório há-de arder não conseguiam parar de sondar, tentaram seduzir-me. E a verdade é que foram bem sucedidas. Já mal conseguia resistir a aplicar-lhes um valente mosh erótico!
 Expliquei-lhes que para além do momento não ser o ideal (visto estar prestes a fazer história), eu nem sequer gostava daquele género musical, nunca gostei, nem nos saudosos tempos das rádios pirata, em que cheguei a ganhar cassetes...enfim, nada tinha a ver eu com essa religião. Disse-lhes que o único tipo de música que ouvia era a clássica, mas só quando estava bem disposto, ou seja, quase nunca. Elas riram-se.
 Ás tantas, já uma delas mostrava-me a tatuagem que tinha no ombro enquanto a outra já me segurava a mãozinha e segredava-me coisas bonitas sobre o apocalipse, e eu já não aguentei mais...Comecei a puxá-las para dentro de casa e aí é que foi o caraças!
 Mudaram imediatamente de atitude, e aplicaram-me um golpe nas partes fundamentais, o que me causou uma agonizante dor extrema e me deixou numa posição submissa que elas logo aproveitaram para desferir uns valentes carolos na tola. Fiquei prostrado no chão, e elas abandonaram o local ás gargalhadas.
 Após recuperar daquele assalto e bateria, fechei a porta e reflecti um pouco sobre o que acabara de me acontecer. Resolvi cagar pó assunto, fui buscar uma cerveja e acendi um cigarro. Liguei a aparelhagem e escolhi o meu CD preferido de Six Feet Under. Sentei-me no sofá a abanar a carola para cima, para baixo, para cima, para baixo.
 
Fmi

quarta-feira, 7 de junho de 2017

"Espalha-Brasas 2"- poema


 Foi no momento
 Em que te tornaste numa espalha-brasas
 Que a minha capacidade de amar
 Ganhou asas
 E voou
 Intenso era o tráfego aéreo
 Caiu em cima das casas
 Mas eu ainda aqui estou...

 Fmi

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mais um pequeno conto:

 "O enigma da Calhandriz"

Passava eu a ponte 25 de abril com a minha mulher, ao volante do meu trabi, em direcção a Lisboa, quando aquilo aconteceu. Uma linda  manhã de Primavera, a minha mulher até trazia três ou quatro mijonas a enfeitar o cabelo (parecia ela que ia para S.Francisco), e o céu estava mais que limpo.
 De repente, um bando de calhandras-drone atacou um carro vermelho com matricula paquistanesa que circulava uns metros á nossa frente. Um verdadeiro ataque suicida, pois cada calhandra explodia logo após embater no veículo, deixando-o em chamas e envolto numa enorme nuvem de fumo preto.
 Eu digo-vos que eram drones, e tenho a certeza do que vos digo, pois eu sou um ornitólogo amador mas experiente, e sei que é impossível observar aquele padrão de voo tão agressivo num pássaro como a calhandra, tanto menos explodirem ao embater em algo. Eram, indiscutivelmente, drones.

 Deduzia eu que estava perante uma espécie de atentado, e já alguns motoristas tentavam , em vão, apagar as chamas com a ajuda de pequenos extintores, quando uma enorme calhandra-drone de metal saltou do fogo! Elevou-se algumas dezenas de metros no ar, parou por alguns momentos, e de seguida voou velozmente em direcção ao céu, qual fénix renascida das cinzas.
 Todos os que estavam naquela ponte ficaram incrédulos a olhar para o céu! Quando deixamos de ver aquele estranho pássaro, a única coisa que restou foi um brilho intenso, que se extinguiu rapidamente. 

Este foi o acontecimento mais estranho que alguma vez observei, o que ainda piorou após a minha mulher me informar do localidade para onde nos deslocávamos: Calhandriz, ali pós lados de Bucelas...

 Fmi

sexta-feira, 26 de maio de 2017

"Que sa foda o Telejornal"

 "Que sa foda o Telejornal"

Quando um gajo começa a pensar bué no apocalipse, tá tudo engatado.
 A mim aconteceu á relativamente pouco tempo. Quero dizer, a mim não, ao meu amigo imaginário.Que sou eu, mesmo no fim do cabo...
 No entanto, paris estava a arder. Não literalmente, mas de uma forma tão subtil, que era possível fornecer aquecimento gratuito a centenas de pessoas. Ou animais. Ou robots do tipo WHATEVER.
 Foram os jardineiros que encontraram aquilo que várias gerações procuravam, não há séculos, como se pode logo facilmente imaginar, mas ao mesmo tempo, visto existirem dados que não haviam ainda sido propriamente analisados duma maneira mais brutal, dados esses que podem comprometer a coisa.
 De repente, pumba, pensei outra vez no apocalipse. Mas desta vez, de uma maneira muito mais convencional:
 "- Uma bola de fogo, a caír do céu...e que sa foda o Telejornal!"
Fmi

 Texto escrito ontem á noite, antes de ir pá caminha, após ter regressado duma stonalhada no videocoffee da Katrina, usando o tradicional método da escrita automática.