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quinta-feira, 7 de maio de 2026

"Cogumelo Psicodélico"

 

 "Chimbóia de Pernambuco,
   Estóia de Miraflores
   Cogumelo Psicodélico,
   Vejo mais de mil cores

   O andar todo torcido
   Como se estivesses na corda-bamba
   Cogumelo Psicodélico,
   Chama na Cachamba!

    O cérebro Arde
    Com o fogo do Universo
    Cogumelo Psicodélico,
    Vai lá comprar esse Ingresso!"

    

segunda-feira, 21 de julho de 2025

Matiné Psicadélica - Cine Incrível Almadense: Tarde de Xungs"


  Boa matiné de stone, sábado passado em Almada.

  Começou com posers, pesadão, com um baixista meio parvo,
  que não parava quieto. Aliás, todos os baixistas tavam eufóricos...
  GHC foi baril, com os seus "meninos da lágrima" com olhos á 
  Exterminador Implacável, banda q se nota logo q são Karma para arder.
  Boa Surpresa com os Orum, pesadões.
  Mas o melhor foram os últimos, Desert Mammooth, jarda sónico-psicadélica
  com um freak a rodar botões, q calçava chinelos de hospital (?), eh,eh.

quarta-feira, 27 de março de 2024

"Dark Potências" - Poema

 


 "Dark potências
  Não me incomodam...
  Dark potências nem sequer me assistem
  Bem as vejo ao longe,
  Mas elas logo desistem
  
  Vi um Taurus a voar,
  Aposto que será uma ponte (s)
  Que irá pelo ar...
  Mas Dark potências
  Não me incomodam...

  Dark potências 
  Não me assistem...
  Podem eles vir com o medo que quiserem
  Pois eu e mais uns quantos
  Somos os que nunca desistem"

  07/03/2024

sábado, 6 de janeiro de 2024

"Feijoada de Choco" (Ode a uma grande almoçarada)

 

 


  "Eu não era mouco
   Quando comi 
   Aquela feijoada de choco
   Foi nha Xungs que fez
   Soube-me a pouco,
   E lá repeti...
   Pois soube-me a pouco
   Pois soube-me a pouco
   Péra aí que já estou a ficar louco,
   
   Portanto...
  
   É melhor que ficar Mouco!"

   28/outubro/2023

domingo, 23 de outubro de 2022

"A Gosma "- pequeno exercício de escrita criativa


 Já era noite

 Estávamos de rastos, completamente esgotados. 

De repente alguém reparou:

 - Foda-se, o alguidar está vazio!

 Antunes referia-se ao recepiente onde tínhamos deixado o último pedaço de gosma

contra quem tínhamos estado a lutar.

-Procurem-na! - gritou com os olhos completamente esbugalhados, emanando um alto terror.

Valéria agarrou com toda a força a enxada, preparada para estraçalhar aquela nojenta beca de 

criatura feita em laboratório.

 Eu tinha a minha "six shooter" do tempo dos "cow-boys" e uma sacola cheia de balas. O Antunes 

 tinha uma fisga de caça, toda moderna, que disparava esferas de aço de 6 mm, as quais tinha também 

bastantes.

 Aquele bocado de gosma verde tinha ficado no mesmo compartimento que nós, resultado do "fight"

 que tínhamos tido há pouco com a criatura, para que esta não conseguisse entrar. Não pensámos que 

 pudesse mutar, por isso atirámo-lo para dentro daquele alguidar 

Ouvimos um barulho.

 A puta descia pela parede, e eu, a arfar, apontei a pistola e preguei-lhe duas ameixas, mas começou a 

 rabinar e a aumentar de tamanho, parecia uma mama gigante, verde e viscosa e com dentes de titânio,

 que foram prontamente "tratados" pela enxada de Valéria. Ainda a Gosma tava a ganir, já o Antunes   

 tinha enfiado cinco ou seis projécteis pelo que aparentava ser o centro de comando do bicho, por nós 

 vulgarmente conhecido por "cérebro".

 Não serviu de nada, morremos todos.

 Se tivéssemos um lança-chamas, tínhamos nos safado!

 A última coisa que me lembro foi de pensar, enquanto me esvanecia pelo éter afora, que nem se o       

que me tinha acabado de acontecer fora real, ou se apenas fora uma das minhas ideias para fazer uma   

banda-desenhada que eu tanto queria que alcançasse um sucesso tal que me permitisse dar uns 

autógrafos valentes no festival de banda-desenhada da Amadora....

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Mais um pequeno conto:

 "O enigma da Calhandriz"

Passava eu a ponte 25 de abril com a minha mulher, ao volante do meu trabi, em direcção a Lisboa, quando aquilo aconteceu. Uma linda  manhã de Primavera, a minha mulher até trazia três ou quatro mijonas a enfeitar o cabelo (parecia ela que ia para S.Francisco), e o céu estava mais que limpo.
 De repente, um bando de calhandras-drone atacou um carro vermelho com matricula paquistanesa que circulava uns metros á nossa frente. Um verdadeiro ataque suicida, pois cada calhandra explodia logo após embater no veículo, deixando-o em chamas e envolto numa enorme nuvem de fumo preto.
 Eu digo-vos que eram drones, e tenho a certeza do que vos digo, pois eu sou um ornitólogo amador mas experiente, e sei que é impossível observar aquele padrão de voo tão agressivo num pássaro como a calhandra, tanto menos explodirem ao embater em algo. Eram, indiscutivelmente, drones.

 Deduzia eu que estava perante uma espécie de atentado, e já alguns motoristas tentavam , em vão, apagar as chamas com a ajuda de pequenos extintores, quando uma enorme calhandra-drone de metal saltou do fogo! Elevou-se algumas dezenas de metros no ar, parou por alguns momentos, e de seguida voou velozmente em direcção ao céu, qual fénix renascida das cinzas.
 Todos os que estavam naquela ponte ficaram incrédulos a olhar para o céu! Quando deixamos de ver aquele estranho pássaro, a única coisa que restou foi um brilho intenso, que se extinguiu rapidamente. 

Este foi o acontecimento mais estranho que alguma vez observei, o que ainda piorou após a minha mulher me informar do localidade para onde nos deslocávamos: Calhandriz, ali pós lados de Bucelas...

 Fmi

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

"Monstros dos Sítios Privados"

 "- I have a dream!"
    Não tens nada!

 "- You have a dream!"
     Não tenho nada!

 "- We have a dream?..."
     Não temos nada!
    
     Eu, tu, todos nós
     Não podemos ter sonhos
     E sabes porquê?
     Porque somos monstros!
     Monstros dos sítios privados
     E a esses, não lhes é permitido sonhar...

     Carlos Mansão, 2017